Tanto o blog quanto eu estamos, temporariamente, fora do ar. Retornaremos em breve.
segunda-feira, maio 08, 2006
segunda-feira, abril 17, 2006
Bora botar pra cima!

O povo tá reclamando que o blog tá muito deprê, então bora botá pra cima!! Eu queria mesmo é que tivesse show dos Engenheiros, aí vocês iam ver o que é uma mulé eufórica. Podem falar mal do Gessinger o tanto que vocês quiserem que eu não tô nem aí. (Mentira. Fico triste pra cacete. Mas me controlo. Minha vontade é entrar naquelas comunidades do tipo "eu odeio quem odeia engenheiros", mas me controlo. Não quero que meus amigos me rejeitem!) De qualquer jeito, queria muito que tivesse show deles aqui em Brasília. Eu gosto, gente, me deixa animadinha! Vcs não querem me ver animadinha?? Então!! Podem começar um campanha pró-show dos engenheiros em Bsb. Além do mais eu passei a páscoa dodói, de cama (tá bom, exagerei, né, Bibi?!!), e eu só ganhei um único, um mísero, ovo Talento. Muito Triste. Nessas horas que o homi faz muuuuiiiiita falta. Porque ele compra muuuuiiiito chocolate e toca engenheiros enquanto eu como até ficar roxa de tanto bombom (*risinho feliz*)... inda bem que segunda feira tá chegando.
Enquanto isso, informo a todos que agora eu tenho uma vaca que, não bastasse ser de pelúcia, muge descontroladamente e treme - é a vaca louca - chamada Firmina. É uma belezura do mundo rural. Ela mora no meu carro, junto com o filhote de tigre Supla. Meu carro tá um misto de favela com zoológico que é uma coisa. hehe!!!
quarta-feira, abril 12, 2006
Insuportável

Eu não agüento mais meu ciúme injustificado e doentio, corrosivo a auto-destrutivo. Não agüento mais te odiar tão intensamente a cada vez que demonstras qualquer tipo de interesse por outras mulheres. Não agüento mais me sentir pouco e pequena a cada vez em que comentas o quanto alguma delas é bacana ou simpática. Não agüento mais, simplesmente não agüento, estares tão longe, e eu fingir que não há problema algum nisso. Não agüento mais as pessoas me dizendo o quanto eu sou ou estou errada a cada vez que questiono sua postura. Não agüento mais seres o namorado perfeito enquanto eu sou a namorada-problema, e as pessoas com aquela cara de que não entendem o que, afinal, estás fazendo estando ainda comigo. Não agüento mais pensar que talvez eu represente para ti hoje apenas uma responsabilidade num país distante, um punhado de contas a pagar. Não agüento mais me sentir tão infinitamente distante de ti. Não agüento mais que você seja o santo e eu a insúportável, e que os MEUS amigos me digam isso. Não agüento mais a raiva que sinto a cada vez em que eles dizem isso, sem saberem de todas as coisas que já aconteceram entre nós e que só nós sabemos. Não agüento mais as mágoas tantas, e as tão poucas desculpas. Não agüento mais não conseguir virar certas páginas, apagar certas lembranças. Não agüento mais confiar ao mesmo tempo tanto e tão pouco em ti. Não agüento mais me sentir tão cansativa aos teus olhos. Não agüento mais minha irmã me dizendo o quanto eu tenho sorte em namorar contigo, como se não houvesse mérito nenhum da minha parte, ou pior, como se fosse uma espécie de milagre isso ter acontecido. Não agüento mais ainda te querer tanto, mesmo depois de tanto tempo. Não agüento mais o medo de que este querer não seja recíproco. Não agüento mais essas semanas que custam a passar, e os minutos que se arrastam enquanto não chegas. Não agüento mais me torturar com a idéia de que, quando chegares, sinceramente não enxergarás nada de interessante em mim. Não agüento mais continuar sentindo todas essas coisas, e não agüento mais não conseguir parar de senti-las.
terça-feira, abril 04, 2006
Agora que virou moda eu também quero fazer!!!
segunda-feira, abril 03, 2006
Anya

Anya tem quatorze anos e grandes olhos cinzas, que gosta de contornar com delineador preto. Acha sua vida vazia. Nunca dorme. Sua mãe desapareceu em 1995 (Anya tinha apenas quatro anos) e em 1998 seu pai se matou em seu (dela) quarto. Anya hoje mora num orfanato, e vive em função de entender seu passado. Gosta de ler e tende a se apaixonar por outras meninas. Nasceu em Moscou, vive em são paulo. Pensa em suicídio e é depressiva. Tem cabelos pretos e curtos, e é bastante pálida. Nunca foi ao cinema. Gosta de usar roupas pretas, com detalhes rosa. Se sente confusa e come muito, mas não engorda. É fechada. Não gosta de matemática. Não se sente adolescente. Anya se considera determinada e freqüenta bibliotecas. Odeia que tentem mudá-la. Tem dificuldade em confiar nas pessoas. Se interessa por assuntos exotéricos. Sente saudades do passado. Gostaria de ser mais livre. Em seu fotolog pede ajuda. Queria ter uma Ball Joint Doll, mas nunca terá: é muito caro.
Faz a gente pensar, né?... Nunca conversei com anya, não sou sua amiga - sequer a conheço. Mas desde que cruzei com seu perfil por acaso no orkut, não passa um dia sem que não pense nela. De algum estranho modo, essa menina me comove profundamente, e a ela quero muito bem.
sexta-feira, março 31, 2006
Encomióstico
Na esbóltica tesnalha de cavílica
Escomirando a flântula combúria,
Cautolosia o serpifal da escúria,
Com três Hipóticos getais de fílica,
Porém, no pifo, atrás da massenúria,
Contamilando a estáfila clastílica,
Cortenovava a sístola esmepílica,
Com menões, com terris e sem mortúria,
E esses portoses álticos se rortam,
Na extrêmica perfina do terfalho,
Enquanto as tílicas em chunda se amortam,
E nessa alvítica chalinda em balho
Eu me consfílio, e em sínase se extortam
Os comaris dos sanafrais de analho!
(José Augusto Carvalho)
Escomirando a flântula combúria,
Cautolosia o serpifal da escúria,
Com três Hipóticos getais de fílica,
Porém, no pifo, atrás da massenúria,
Contamilando a estáfila clastílica,
Cortenovava a sístola esmepílica,
Com menões, com terris e sem mortúria,
E esses portoses álticos se rortam,
Na extrêmica perfina do terfalho,
Enquanto as tílicas em chunda se amortam,
E nessa alvítica chalinda em balho
Eu me consfílio, e em sínase se extortam
Os comaris dos sanafrais de analho!
(José Augusto Carvalho)
quinta-feira, março 30, 2006
Faltam 25 dias!!!

Agora sim eu estou em contagem regressiva porque o homi tá chegando!!!!! faltam 25 dias!! E aí tudo vai ser lindo, muita festa, muito beijo na boca!!! Queridinho prá lá de Bagdad (literalmente!) ninguém merece! Agora eu vou entrar numa super-ultra-mega operação dieta+malhação pra quando ele chegar eu estar beeeeemmm linda (se é que tem jeito!!), porque se ele chegar e me achar um bagulho a casa vai cair! Então é isso, povo... no próximo mês só se terá notícia minha por aqui mesmo, porque agora na minha atual condição de mulher que trabalha período integral, estuda e malha (!!) simplesmente não sobraram horas no meu dia para fazer quaisquer outras atividades... Então - a não ser que Papai do Céu se compadeça de mim e resolva criar dias de 26 horas - meu esquema é cama-trabalho-academia-trabalho-curso-cama. Tudo isso, claro, intercalado com muitas saudades do meu amor mais lindo do mundo inteiro!!
sexta-feira, março 24, 2006
as cartas que eu nao mando

"Rio de Janeiro
Hoje é 23 do 3
Como vão as coisas
De mês em mês
Eu me sento pra escrever pra você
Eu reformei a casa
Você nem soube disso
Nem das outras coisas
Sabe eu tive um filho
Já faz tempo que eu me perdi de você
Guardo pra te dar as cartas que eu não mando
Conto por contar
E deixo em algum canto
Vi alguns amigos
Tropeçando pela vida
Andei por tantas ruas
São estórias esquecidas
Que um dia eu quis contar pra você
Eu fico imaginando
Sua casa e seus amigos
Com quem você se deita
Quem te dá abrigo
Eu me lembro que eu já contei com você
E as pilhas de envelopes
Já não cabem nos armários
Vão tomando meu espaço
Fazem montes pela sala
Hoje são a minha cama
Minha mesa, meus lençóis
E eu me visto de saudades
Do que já não somos nós"
quarta-feira, março 22, 2006
mais do mesmo
Hoje eu penso que as minhas certezas são feitas das areias dos dias que vão se arrastando, lentos e quentes, rumo a um rumo que eu nem sei qual é. Hoje eu penso que meus sonhos estão gastos, por serem tantas vezes sonhados por outros que não eu... hoje eu penso que meu pensamento é parco, é pouco diante de tudo em que quero pensar, e nem me lembro. Hoje eu penso que meu silêncio vale mais do que qualquer texto que eu possa escrever, e ainda assim aqui estou. Hoje eu penso que eu sem minhas contradições não existo; sem meus amigos infinitamente distantes entre si, e por vezes tão afastados de mim, eu simplesmente não aconteço. Sem minha mágoa e meu amor pela vida, sem meu medo e minha coragem louca, esta neste corpo não seria eu. Hoje eu penso que cada dia é um a menos, e que a cada hora a hora passa mais rápido. Hoje eu penso que o mundo é cinza, e que as cores estão nos olhos dos outros. Hoje eu penso que a distância é o maior dos males, e que o mundo padece na distância dos corpos e dos quereres. Hoje eu penso na distância entre meu corpo e o seu, meu cotidiano e o seu, meu país e o seu, meu lugar e o seu, meu querer e o seu. Hoje eu penso no abismo que separa minha razão do meu desejo, e penso que estou contemplando esta margem, e não aquela.
quinta-feira, março 09, 2006
Considerações sobre a falta

Sinto falta do teu cheiro... teus silêncios me fazem falta, com me fazem falta teu abraço e teu sexo. Teus olhares perturbadores e agressivos , teus dentes, tuas mãos e teu riso me faltam. Tudo em ti me falta. Me falta a vontade de voltar para casa, me falta te ver por perto, me falta teu peito , teu colo me falta. Me faltam os sons do teu violão, me faltam meus móveis, meus quadros, meus fins-de-semana. O resto não me falta: não me falta comida, não me falta dinheiro, não me faltam amigos. Não me faltam passeios, não me faltam convites. Convesas não me faltam, como não me faltam conselhos e críticas. Não me falta trabalho, não me falta estudo: cansaço não me falta. Não me falta o riso, não me falta o choro. Tua voz não me falta, nem me falta tua lembrança. Saudades, essas, definitivamente não me faltam...
quinta-feira, março 02, 2006
As coisas que eu gosto (de verdade)!
01. massagem - nas mãos, especialmente;
02. quebra-cabeças;
03. cinema - vejo cinema alternativo mas acabo preferindo hollywood;
04. do queridinho;
05. engenheiros do hawaii / legião urbana;
06. animais - mamíferos, não insetos;
07. a cor verde;
08. bolsas - menos verdes;
09. camarão empanado do China;
10. chocolates de aeroporto;
11. suco de melancia do Mariettas;
12. o queridinho cantando;
13. Álvaro de Campos;
14. Eduardo Galeano;
15. esse blog.
02. quebra-cabeças;
03. cinema - vejo cinema alternativo mas acabo preferindo hollywood;
04. do queridinho;
05. engenheiros do hawaii / legião urbana;
06. animais - mamíferos, não insetos;
07. a cor verde;
08. bolsas - menos verdes;
09. camarão empanado do China;
10. chocolates de aeroporto;
11. suco de melancia do Mariettas;
12. o queridinho cantando;
13. Álvaro de Campos;
14. Eduardo Galeano;
15. esse blog.
quarta-feira, março 01, 2006
Tudo Me Cansa

Eu não sei do que eu gosto, e tudo me cansa. Eu me canso, e fico enfastiada de tudo, de tudo. Eu não me conheço. A única coisa que posso dizer com segurança a meu respeito é que eu gosto de massagem. Talvez seja a coisa que eu mais gosto, porque é a única da qual consigo me lembrar. De resto, não sei. Acho que gostaria de aprender a dançar direito, acho que gostaria de praticar canoagem. Mas certeza mesmo, não tenho. Acho que quero ser diplomata, mas também poderia ser veterinária. Mas de tudo eu canso, de tudo eu enjôo. É sempre um mês, dois meses de profundo interesse, e depois tédio. Nada me prende. Eu me canso das conversas, dos assuntos, das pessoas, dos meus livros, dos meus sonhos. Eu me canso das coisas que planejo quando elas demoram demais a acontecer. E me canso dos meus pontos de vista, dos meus argumentos, dos meus brinquedos e das coisas que eu constumava dizer que gostava. Eu não sei do que eu gosto de verdade. Eu acho que eu aprendo a gostar das coisas que outras pessoas gostam, pessoas que eu admiro e com as quais eu gostaria de me parecer. Eu leio muitas coisas e falo de muitos assuntos, mas de mim mesma pouco sei. Não tenho certeza de que os assuntos que supostamente me interessam me interessam realmente. Acho que eu sou a sombra, que assume a forma das coisas que estão ao sol, a cada hora a réplica de um objeto ou pessoa diferente. Sob o sol, se não há um objeto ou pessoa, a sombra não existe. Acho que se não houvesse na vida pessoas das quais extrair fragmentos do que ser e do que gostar, eu simplesmente não... existiria.
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Brokeback Mountain

Hoje eu fui ao cinema. Sozinha, como de hábito. Sozinha, como eu gosto. E foi muito melhor do que eu esperava. Fui ver Brokeback Mountain muito mais pelas várias indicações ao Oscar do que pela estória propriamente. E me surpreendi. Como pode um filme sobre caubóis homossexuais ser tão delicado, tão belo? Podendo ué.. A nossa cabeça limitada e preconceituosa pode até achar que o homossexualismo é uma coisa normal - mas jamais seria bela. Dois homens (ou mulheres) podem até se amar - mas bonito mesmo é a mocinha e o mocinho se beijando; a mocinha e o mocinho lutando para ficarem juntos. O mocinho e outro mocinho não, ah, não dá: até pode, mas é feio. Era feio. Até ontem. Hoje, foi lindo. Hoje os dois mocinhos protagonizaram a estória de amor mais bonita que eu já vi. Hoje a estória dos dois mocinhos foi muito mais comovente, muito mais delicada do que qualquer mocinha poderia ser. A rudeza dos personagens, as frases que não foram ditas hora nenhuma, mas que eram tão claramente percebidas nas expressões dos atores; a angústia conformada de saber que nunca ficariam juntos, as diversas vezes em que os olhos diziam "eu te amo" em bocas mudas, e todo o resto, que só se vendo o filme para entender. É um filme daqueles para ter em casa e assistir várias, várias vezes. Nota 10 para "O Segredo de Brokeback Mountain".
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Alguém chame uma ambulância

O queridinho a esta altura do campeonato está do outro lado do mundo tentando fazer com que a nossa vida em comum tenha um futuro melhor. Ah, e quando eu falo "do outro lado do mundo", I mean it. Acredite em mim. Bom, mesmo o queridinho estando do outro lado do mundo (seguramente), num lugar onde todas as mulheres são gordas e estão cobertas por Burcas (ou "Abayas", mais precisamente) eu briguei com ele. Por ciúme. Sim, por ciúme - o orkut é uma merda. Nem foi bem uma briga, porque ele bateu o telefone na minha cara antes que a chapa começasse a engrossar. E o pior é que eu, que antes estava tão convencida da minha razão em tal matéria, agora começo a pensar que eu de fato sou uma idiota, e associo a minha total irritação com o fato de eu estar, possivelmente, na tpm. O queridinho, que neste exato momento deve estar pensando que eu sou uma víbora, desligou o telefone. O que para mim é o pior dos castigos. (Estão todos a par de que eu sofro de TOC- transtorno obsessivo compulsivo??)Então desde as tres horas da tarde eu tenho compulsivamente ligado para um celular que eu sei que estará desligado, e amaldiçoando veementemente a secretária eletrônica que atende em árabe. Se secretarias eletrônicas já são irritantes, imagine as que atendem em árabe. E embora eu saiba que só irei conseguir falar com ele amanhã de manhã, simplesmente eu não consigo parar de ligar. Eu me odeio.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Eu sou uma mulher elegante
Eu sou uma mulher fina que não desce do salto para fazer barraco nem por decreto. Mas que tem hora que eu sinto vontade de dar na cara de muita vagabunda, tem. Eu ODEIO mulher safada. Prima amiguinha que senta no colo porque é carinhosa é o caralho! Amiga que beija na boca porque é inocente?? MOOOORRA !!! (graças a Deus não foi comigo, porque senão relacionamento acabava antes do malfadado selinho acabar de estalar. -hunf.) Ainda bem que eu sou uma mulher controlada, porque se o ciúme que eu sinto viesse à tona é certeza que eu virava manchete de página policial.
Eu sinceramente amaldiçoo o dia em que convenci o queridinho a entrar no Orkut (sim, eu insisti para que ele entrasse. Sim, eu sou uma imbecil.) Porque eu nunca vi um lugar pra ter tanta mulé cretina quanto lá. E agora eu vivo o maior dilema porque embora eu fosse adorar que ele enjoasse daquele troço e saísse de uma vez para que eu finalmente eu me visse livre daquelas amigas que eu não sei daonde ele tira e que dão encima dele descaradamente(dá licença que o blog é meu e aqui eu falo o que eu quiser e eu acho que elas dão encima meeeeeesmo!), sempre constato que homem que cancela orkut é porque deve na praça. Tem negócios escusos dos quais a patroa não tem conhecimento. Acho que apesar de tudo ainda voto pela permanência do infeliz cadastro no site. Mas que eu passo raiva, passo. Outro dia mandei um email (bem elegante, porque eu sou uma pessoa fina - tenha isso em mente) para uma das periguetes que convidou o meu dileto a visitá-la. Ela me respondeu dizendo que além de bonita é "intelectual" (termo dela) e se eu quiser me manda até a monografia que ela escreveu como prova!!! Ah, tá bom, ela é SUUUUUPER intectual - tem até monografia!!! hahahha. Ainda bem que eu não me rebaixo. Mandei email, mas o que eu queria mesmo era quebrar os dentes. Pena que eu sou uma franguinha. Não tenho nem força, nem resistência física. Mas tá bom, meu email foi bastante digno da minha pessoa. hehehe.
Eu sinceramente amaldiçoo o dia em que convenci o queridinho a entrar no Orkut (sim, eu insisti para que ele entrasse. Sim, eu sou uma imbecil.) Porque eu nunca vi um lugar pra ter tanta mulé cretina quanto lá. E agora eu vivo o maior dilema porque embora eu fosse adorar que ele enjoasse daquele troço e saísse de uma vez para que eu finalmente eu me visse livre daquelas amigas que eu não sei daonde ele tira e que dão encima dele descaradamente(dá licença que o blog é meu e aqui eu falo o que eu quiser e eu acho que elas dão encima meeeeeesmo!), sempre constato que homem que cancela orkut é porque deve na praça. Tem negócios escusos dos quais a patroa não tem conhecimento. Acho que apesar de tudo ainda voto pela permanência do infeliz cadastro no site. Mas que eu passo raiva, passo. Outro dia mandei um email (bem elegante, porque eu sou uma pessoa fina - tenha isso em mente) para uma das periguetes que convidou o meu dileto a visitá-la. Ela me respondeu dizendo que além de bonita é "intelectual" (termo dela) e se eu quiser me manda até a monografia que ela escreveu como prova!!! Ah, tá bom, ela é SUUUUUPER intectual - tem até monografia!!! hahahha. Ainda bem que eu não me rebaixo. Mandei email, mas o que eu queria mesmo era quebrar os dentes. Pena que eu sou uma franguinha. Não tenho nem força, nem resistência física. Mas tá bom, meu email foi bastante digno da minha pessoa. hehehe.
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Demolição

Às vezes me pego pensando sobre a dificuldade que as pessoas de dar as coisas por encerradas. Seja uma relação, uma etapa da vida ou qualquer outra coisa que durante algum tempo tenha significado algo importante para nós. Mesmo que tenhamos consciência de que tudo é mutável, de que o amor pode acabar, de que a avó pode morrer, de que vamos envelhecer, de que a nossa casa não é mais a mesma e as pessoas não são o que pensávamos dela, sempre tendemos a acreditar que as coisas sempre serão como as percebemos hoje... sempre achamos que o amor é eterno, que os entes queridos são eternos , nós (definitivamente) somos eternos, nossos endereços e nossos laços. Nunca pensamos realmente na finitude de tudo o que nos acalenta. Não gostamos de pensar nisso. Aliás, nem sei porque resolvi tocar nesse assunto agora. Deixa para lá. Não quero pensar nisso.
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
o Blog do Meu Amigo
Meu amigo tem um Blog (todo mundo tem um blog hoje em dia)e eu não sabia. Ao ler o recém-descoberto blog do meu amigo, me lembrei das qualidades dele de que eu tanto gosto, e o quanto ando afastada do povo da terrinha. O Blog do meu amigo é tão profundo e belo quanto este jamais será. E o interessante é que ele não tem a menor intenção de ser nem profundo nem belo. Talvez por isso seja tanto, tanto... Visitem o blog do meu amigo, vale a pena. Chama-se TENGOKU, e tem um link para ele nos "Outros Abrigos".
P.s.1: Sí, Yo también lo tengo!!!
P.s.2: Não pude me furtar à piadinha infâme!!Desculpem...
P.s.1: Sí, Yo también lo tengo!!!
P.s.2: Não pude me furtar à piadinha infâme!!Desculpem...
Minha Mãe
Antes de fazer o que faz hoje, minha mãe trabalhava com crianças. Durante toda a minha infância, minha mãe era professora de maternal. Falando assim pode não parecer nada de mais, mas a verdade é que isso trouxe conseqüências sérias para a minha vida. Como minha mãe ficava com crianças o dia inteiro, quando chegava em casa, à noite, não tinha paciência para ficar comigo e com a minha irmã. E nós, é claro, queríamos a atenção dela, pois já tínhamos ficado longe o dia todo. Ela queria descansar e acabava se irritando com a gente...Em suma, eu fui uma criança que apanhou bastante. Não posso deixar de dizer que muitas das surras foram merecidas, porque eu não era fácil. Mas penso que ela acabava descontando uma parcela de suas frustrações na gente. Muitas das minhas travessuras poderiam ter sido reprimidas apenas com broncas, mas não foram. Acho que ela não tinha muita paciência para dar broncas. Ela nunca foi violenta(ela nunca machucou a gente realmente - nunca fiquei roxa por causa de uma surra, por exemplo), mas era extremamente agressiva. Era o modo como ela batia na gente, as coisas que ela dizia ("você é horrorosa"," você atrapalha a minha vida" , "eu te odeio"), o olhar dela para a gente... Não me lembro de quase nada da minha vida até os 13/14 anos (??), mas disso eu lembro... Agora eu moro longe, em outra cidade, e foi preciso que isso acontecesse, que eu me afastasse, para que pudesse realmente perdoá-la. Hoje eu gosto da minha mãe, me dou bem com ela e acho sinceramente que é minha amiga, que gosta de mim. Mas analisando criticamente, não posso deixar de associar a minha insegurança patológica - a dificuldade absurda que eu tenho de aceitar que alguém possa sinceramente me amar simplesmente pelo que eu sou - ao modo como a minha mãe lidava comigo. Percebo esses reflexos não só na minha personalidade, mas também - e talvez até mais acentuadamente - na da minha irmã. É triste perceber como as coisas que acontecem na infância podem afetar um indivíduo o resto da vida. Sei que a minha minha mãe nunca pensou que seu "método disciplinador" poderia resultar em complexos para suas filhas. Eu e a minha irmã já conversamos bastante sobre isso. Sabemos que ela queria apenas que suas filhas fossem perfeitas: as mais inteligentes, as mais bonitas, as mais educadas. E como nós não éramos, embora nos esforçássemos consideravelmente, ele ficava com raiva. Toda mãe quer o melhor de seus filhos; ela simplesmente extremava isso. Acho que ela nunca vai admitir que errou no modo como nos educou, porque se hoje somos adultas responsáveis e honestas, trabalhoras e que não usam drogas, então ela julga que fez um bom trabalho. Para ela, o fator emocional não faz parte do processo educador. Então, para ela, não tem muito problema (se é que ela se dá conta disso) que nós tenhamos tantas dificuldades em lidar com as questões emocionais, porque não era sua responsabilidade. Minha mãe é uma mulher também bastante insegura, embora faça questão de aparentar o contrário (exatamente do mesmo modo como eu e a minha irmã fazemos), e sempre pergunta se nós achamos que ela é uma boa mãe. Nós dizemos que sim. Não queremos magoá-la. Mesmo porque, nos outros aspectos que envolvem a vida infantil, ela foi realmente uma excelente mãe - nunca deixou nos faltar nada, tivemos boas escolas e bons brinquedos. E, no fim das contas, nenhuma mãe - e nenhuma filha - é perfeita. Penso que talvez a insegurança dela tenha algo a ver com sua relação com a minha avó durante sua infância... mas isso é assunto para outro post!
Tenho medo de ser mãe.
Tenho medo de ser mãe.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Finalmente!!!
Tudo bem, eu confesso: Eu sofro de Transtorno Obsessivo Compulsivo. Depois de cerca de seis horas tentando fazer esta barrinha ao lado (onde ficam os links) ficar exatamente do jeito que eu queria, tive um surto psicótico (eu ria descontroladamente) por não conseguir colocar as setinhas que padronizam a página. Mas agora já tô bem. Uma alma caridosa se compadeceu e me ajudou a programar as setinhas, de modo que o blog agora está lindo - totalmente harmonioso !! hehehehehe (risada psicótica..) Mas não se preocupem, gente (se é que tem alguém lendo isso!), essas coisas não se manifestam com freqüencia...
O que me fez criar este blog....

tente outra coisa
tente ver as coisas
de um modo diferente
tente outra cor
e se não for amor
outro tipo de gente
tente ver além
do que você já tem
à sua frente
tente um mundo novo
uma nova era
tudo pode estar te esperando
tudo pode estar
onde menos se espera
tente a todo instante
só o que manda o instinto
tente refrigerante
vinho branco e vinho tinto
tente ser Brasil
de um povo Heróico
um brado retumbante
tente o mundo todo
tente todo mundo
ninguém vai ficar te esperando
tudo pode estar
onde menos se espera
tente outra coisa
tente ver as coisas
de um modo diferente
por cima do muro
por baixo dos panos
tente outra vez
o que você já fez
de um modo diferente
tente um mundo novo
uma nova era
tudo pode mudar
tudo pode estar
onde menos se espera
tudo pode mudar
tudo pode estar
onde menos se espera
tudo pode mudar
tudo pode pintar
de quem menos se espera
numa noite de inverno
tarde de outono
ou manhã de primavera
tudo virar
pode ser verão
quando menos se espera...
(Onde menos se espera - Humberto Gessinger)
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