domingo, novembro 04, 2007

Meus olhos fechados.

Te procuro dentro dos meus olhos fechados, e te encontro num barquinho em Versailles, sorrindo feliz. E é tão bom te ver feliz... Dentro dos meus olhos fechados, revivo o passeio. Me lembro do som do seu riso, e de um sol agradável. No mundo de dentro dos meus olhos, nesse mundo que é tão particular e tão cheio de quartos escuros, as lembranças de você são uma imensidão de luz. Dentro dos meus olhos não há grandes caminhadas, não há vento frio, não há dor nas costas, não há discussões. Não há distância e não há fronteiras, nem há solidão. Dentro dos meus olhos nós estamos sempre juntos, e o nosso quintal e o Hameau de la Reine, e de lá já se ouve a cachoeira da fazenda, que é logo ali pertinho. No mundo de dentro dos meus olhos, de Paris para a Costa do Sauípe é um segundinho só, e a sua casa daí fica aqui em Brasília, com a pretinha miando na porta do quarto, querendo atenção. Nos meus olhos fechados eu te vejo sempre, e eu sempre posso voltar pra casa. E você nunca está cansado e eu nunca estou mal-humorada.
Eu te amo.

terça-feira, outubro 23, 2007

Piano Bar

"o que vc me pede eu não posso fazer
assim você me perde e eu perco você
como um barco perde o rumo
como uma árvore no outono perde a cor
o que você não pode eu não vou te pedir
o que você não quer eu não quero insistir
(...)
Toda vez que falta luz
toda vez que algo nos falta
(alguém que parte e não volta)
O invisível nos salta aos olhos
Um salto no escuro da piscina"

Silêncio. (ou "Tá com sede?")

Há em mim um silêncio de poço. E eu fico muda e triste e sem vontade de ir pra lugar nenhum. E você nem entende. E eu, toda boba, achei que tinha sido um encontro de almas e que a gente seria melhores amigos em cinco minutos, mas eu estava enganada, que ninguém se torna melhor amigo do outro em cinco minutos, e as pessoas que têm namorado costumam achar que não precisam de melhores amigos, mas é mentira, porque por mais que você ame uma pessoa, ela jamais poderá ser melhor amigo e namorado ao mesmo tempo igual eu achava que o Drão seria, porque quando você fica com raiva do namorado vc quer falar para o melhor amigo mas se eles são a mesma pessoa não tem jeito... e é um saco porque já tem um tempão que eu sinto falta de ter melhor amigo e não tem ninguém pra ocupar esse lugar que o Drão deixou vazio quando virou namorado.. E é tudo minha culpa mesmo porque eu sempre afasto as pessoas e me canso e fico hostil porque aí elas me deixam em paz, e eu gosto de ficar sozinha também, porque já que eu não tenho melhor amigo pra pedir opinião é melhor ficar sozinha e em silêncio do que gastar saliva à toa... Mas eu achei que de você eu não ia me cansar porque você é legal e divertido e inteligente e tem uma namorada que parece legal, e eu, boba de novo, achei que você tinha pensado igual a mim e também tinha pensado que ia ser um ótima idéia se a gente fosse melhores amigos, mas você não tinha pensado nada disso porque você é igual a todo mundo e eu é que sou uma idiota mesmo que fica fantasiando coisas. E você provavelmente já tem os seus melhores amigos ou acha que melhor amigo e namorado são cargos cumulativos, mas isso não adianta dizer, vc só vai descobrir sozinho, igual a mim. E eu tenho pessoas que eu gosto e que eu ouço a opinião, feito as meninas e outras meninas que você não conhece, e tem o Fabinho e o Marcelo, mas eles não são melhores amigos, porque eles já tem outras melhores amigas e o fabinho nunca tem muito tempo pra mim e do Marcelo eu tenho um pouco de medo porque ele é muito diferente do drão e muito ácido e muito mau, às vezes...Pronto, falei, e era porque eu tinha percebido isso que ontem eu tava triste e cabisbaixa, mas não quis falar quando você perguntou porque tinha gente perto e eu sei que parece conversa de maluco e eu nem sei muito bem como você reagiria e eu fiquei com medo que você começasse a rir de mim, e eu fico muito mal quando eu falo sério e as pessoas riem de mim.Você agora pode até estar rindo de mim, mas pelo menos eu nem estou vendo, então é como se nem tivesse rido e fica tudo bem..

sábado, outubro 20, 2007

Assim falou o Or(kut)áculo!

"Sorte de hoje: Pare de procurar eternamente; a felicidade está bem ao seu lado."

Rá! Jura?? Não brinca!

Eu pensei que a felicidade estivesse para lá do além-mar... nossa, que coisa!

sexta-feira, outubro 19, 2007

Dos tipos Humanos.

"Deliberadamente, e sem que eu o tivesse convidado, você se introduziu no meu mundo, tomando um lugar ao qual não tinha nenhum direito ou qualquer qualificação que o tornasse digno de ocupá-lo. E por ter se tornado, graças à sua presença constante e uma curiosa insistência, numa parte essencial de cada dia, conseguiu absorver toda a minha vida e não soube fazer nada melhor que destroçá-la..."

O texto acima é a descrição de uma comunidade do orkut chamada "Você destruiu meu coração". A autora se identifica apenas como "Gabi!". A comunidade tem hoje 4.300 membros, aproximadamente. Coloquei o texto aqui porque ele me parece ser muito esclarecedor acerca de um dos tipos humanos que eu estou tentando sistematizar..
Madames et Monsieurs, je vous présent:
A MEGALODRAMÁTICA:
Ela é teatral. Gesticula. Faz discursos vazios, porém impactantes. Diz muito mais do que sente. É a rainha da tempestade no copo d'água. Gosta de chorar na frente do espelho. É vaidosa, inclusive de sua "dor". Faz questão de exibir suas chagas. Não tem problemas em que sintam pena dela. Em certa medida, até gosta. Os ingênuos acreditam cegamente nas verdades da megalodramática, e muitos dariam um dedo por sua palavra. Mas a verdade é que ela tenta viver uma vida de mocinha de novela na vida real. Tem que ter sofrimento, angústia, intriga, e ela sempre de vítima, senão a vida não serve. Afinal, sem drama não há espetáculo. Normalmente, esse tipo humano se preocupa bastante com sua imagem física e é razoavelmente inteligente, mas perde parte de sua credibilidade junto aos que conhecem mais intimamente sua personalidade. A megalodramática é encantadora e cansativa. Ninguém aguenta o turbilhão de lava por muito tempo.
Conhece a sinopse de vários livros, e discute qualquer assunto, mas não por mais de cinco minutos.
É inofensiva.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Waking.

They say that dreams are only real as long as they last. Couldn't you say the same thing about life?
(Waking Life)

sexta-feira, setembro 28, 2007

The Biggest Fear!!

retirado de http://xkcd.com !!



Observações acerca de uma valsa e outros assuntos...

Eu leio blogues de outras pessoas. Oh!
Leio não só os blogues listados na barra lateral dessa página, mas também alguns outros que não listo porque não gostaria que seus donos soubessem que eu os leio. Quanta hipocrisia. The truth is that I am a people watcher, mas eu não admito. Enfim.
Outro dia tava lendo um desses blogues que eu acompanho, de uma menina que não conheço, mas simpatizo com sua miséria. Sim, porque ela tem uma vida miserável, mas escreve muito bem sobre isso. E é engraçado porque eu não consigo definir se gosto ou não gosto dela. Do blog eu gosto, mas, da dona, não sei. Tenho a impressão de que ela é super arrogante, e convencida, e metida a Rainha da Cocada Preta do Conhecimento Cool. Não sei se consigo explicar: é como se ela meio que se orgulhasse de sua miséria, sua melancolia. São tantas as piadas/ironias sobre si mesma, tantas as citações de autores gris... É como se sua tristeza resignada a colocasse acima dos demais. Como se todo o resto do mundo fosse meio medíocre aos olhos dela. Isso me incomoda um pouco, essa postura de "Eu sofro, mas eu entendo o mundo - e vocês não, seus pobres coitados." Mas ela escreve tão bem, e os textos são sempre tão interessantes e envolventes, tão corretos e bem estruturados, fluidos e irônicos que eu contunuo lendo o blog com frequência...
Mas o que eu queria dizer é que tava vendo uns posts antigos do blog dessa guria, e entre eles havia um no qual ela dizia que as pessoas deviam ser patenteadas. Em suma, estava reclamando as pessoas a imitavam muito, que ela ficava irritadíssima quando via no orkut alguém a "imitando". E aí eu me lembrei o quanto eu acho que essa menina é arrogante. Porque é que diabos as pessoas a estariam imitando? como assim, ela é a Paris Hilton da intelectualidade da Província?? (deus, como sou má.)
I have a theory.
(o mundo é tão repetitivo, eu tava falando desse mesmo assunto com uma amiga minha essa semana...)
Eu acho que as pessoas se dividem em alguns poucos grupos de comportamento/personalidade, alguns mais comuns do que outros. Dentro desses grupos, as pessoas são MUITO parecidas. Variam alguns detalhes, como grau de insegurança, afinidade com os pais (esses detalhes variam porque são determinados pelas as experiências pessoais de cada um, mas essas experiências pessoais, por mais importantes que sejam, não conseguem alterar mais do que alguns detalhes no main stream comportamental de cada grupo de personalidade). Então o que acontece não é que as pessoas imitem umas às outras. Elas simplesmente pertencem ao mesmo grupo de personalidade e, por isso, se parecem.
Percebo isso muito claramente entre os meus amigos: os mais próximos, consigo determinar exatamente a que grupo pertencem, e como se parecem entre si. Ainda não sistematizei meu método, mas ele me parece cada vez mais pertinente.
Uma vez uma menina - aquela que eu espero que morra só - me acusou de imitá-la. Disse para várias outras pessoas que eu era doente, que eu estava tentando assumir a vida dela e outras coisas igualmente sérias. Penso que nós pertencêssemos ao mesmo grupo, mas nossos detalhes variavam muito, eram incompatíveis. De fato, gostávamos das mesmas coisas, líamos os mesmos livros, causávamos o mesmo tipo de impressão aos outros. Reagíamos de modo parecido aos estímulos externos. Mas nossas experiências pessoais fizeram com que ela se tornasse uma vaca filha da puta pretensiosa e eu, um anjo de candura! ;P
Beijos pra torcida!!

quinta-feira, setembro 27, 2007

Canção

Hoje o Drão ligou pra mostrar essa canção, e eu fiquei toda menina, toda derretida...amo, amo, amo!
"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia, o verbo, a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
e o fim é belo incerto... depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você"
O anjo mais velho - O Teatro Mágico.

percebendo.

toda vez que falta luz
o invisível nos salta aos olhos.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Aos trancos e barrancos.

Eu ando me sentindo culpada porque meus blogues estão abandonados. E eu sinto uma vontade enorme de postar, mas não tenho nada de realmente interessante pra dizer. Eu queria viajar e agora vou: Férias na Zoropa, ui ui! que chique. Mas meu tédio persiste. Será que existe mesmo alguma coisa que me satisfaça? eu nem sei mais... Eu continuo na mesma casa, no mesmo trabalho, tendo as mesmas decepções e as mesmas surpresas. Meu cabelo tá crescendo muito devagar...ele crescia tão rápido.. (ok, voltando ao assunto: foco, drinha, foco!). A vida continua a mesma, mesmo quando muda... e eu queria muito sentir aquele friozinho na barriga que acompanha as mudanças radicais... Mas pra quem a mudança já virou hábito, o que é que sobra? rotina, só rotina. Tomara que em Paris tudo seja lindo, e eu sinta a alma lavada, e paz de verdade. Porque essa paz de acomodação não me serve. Eu quero é me sentir fodona, e linda e segura de mim e forte. Agora, estou aqui, aos trancos e barrancos, nem feliz nem triste. Nem doce nem amarga. Alternando dias pares e ímpares, sem que haja mais diferença entre eles do que serem pares ou ímpares.

quinta-feira, julho 19, 2007

Trouxildes!

Nossa, tava lembrando das nossas conversas filosóficas (pelo menos a gente achava que eram filosóficas!!) dos tempos do segundo grau.. aí eu me dei conta da quantidade de tempo que se passou desde a última vez em que conversamos de verdade. Eu nem me lembro quando foi... me deu uma certa melancolia de pensar nas pessoas que vão se afastando lentamente, sem que se perceba, e que um dia se dão conta de que já não são mais do que conhecidos... é incrível a distância enorme que existe entre o Gustavo da minha imaginação - que ainda hoje é tão meu amigo, porque foi forjado pela minha memória, com quem eu tinha liberdade para falar sobre qualquer coisa, até sobre a minha paixão louca e na época aparentemente irrealizável pelo Drão, quando eu fracassava terrivelmente em querer conter meu choro - e o Gustavo do mundo real, esse que é você de fato, com quem eu já há vários anos não travo diálogos mais longos do que cinco minutos compostos por piadas de ocasião. Prefiro o primeiro. Olho para o segundo e me sinto incomodada; não o reconheço, não consigo reuni-lo com a projeção mental que faço dele. Não consigo legitimá-lo enfim, embora seja muito mais verdadeiro do que o meu espectro particular.
Sinto falta se sermos como éramos, se é que éramos do jeito que me recordo. O ser humano tem o estranho hábito de carregar as tintas de algumas lembranças, fazê-las muito mais significativas do que realmente foram quando ocorreram. Independentemente disso, merecidamente ou não, você hoje está no rol das pessoas por quem nutro um silencioso querer-bem. Eu espero que esteja bem, que esteja feliz. E que saiba que, ainda que apenas na minha imaginação, você opina sobre tudo o que me angustia. Exatamente como agora.

quarta-feira, julho 18, 2007

Ainda.

Então. Hoje, nove dias depois do último post, entra aqui na Embaixada uma brasileira dizendo que era um absurdo, que qualquer outro país jamais admitiria isso. E eu ingenuamente perguntei:

- Admitiria o que???

- A Bandeira!!! Está de cabeça para baixo!!!

(imagina o Marmud sendo degolado. Muito ódio.)

segunda-feira, julho 09, 2007

Marmud e os Símbolos Pátrios

Marmud é o motorista e faz-tudo aqui da Embaixada. Nao lê nem escreve, mas se vira que é uma beleza. É também o responsável pela troca das bandeiras. Adoro. Na verdade ele se chama Mohammadd, mas era muito complicado, então batizei de Marmud e ficou tudo certo. Enfim.


Hoje, chegando na Embaixada depois do almoço, eu e ele travamos o seguinte diálogo:

-Marmud, a Bandeira tá de cabeça para baixo!
-Tá não!

-tá sim, Marmud, olha lá!!

-Tá não, madame, é assim mesmo!

-Não, Marmud, tá de cabeça para baixo!
-Não, é que essa aí é maior do que a que a gente normalmente usa.
-Marmud, olha aqui.(Mostro a imagem da bandeira no laptop) A Bandeira é assim, ó!!

- Então!
- Voce tá colocando assim, ó!! (vira a imagem de cabeça para baixo pra ele entender)Viu??

- Ah, não, mas isso aí tanto faz!

- ?!?!?!!

(Muito medo dos contratados locais.)

domingo, julho 01, 2007

A valsa das palavras

À noite, quando o quarto está escuro e as portas estão trancadas, as palavras dançam ao redor da cama. Vão e vem, flutuando ao pares, os passos marcados por uma inaudível melodia. Em diversos tamanhos e fontes e cores, as palavras se abraçam em frases inusitadas e belas, das quais me esqueço na manhã seguinte.

segunda-feira, junho 25, 2007

Desabafo

Pronto, voltei. E eu só queria dizer uma coisa, a uma pessoinha só. É isso:
Não, eu não superei. E eu espero que você morra. De uma doença crônica e degenerativa, dessas que fazem a pessoa apodrecer lentamente, perder membros e feder horrores. Eu quero que voce feda tanto, e que a sua aparência seja tão asquerosa, que as pessoas tenham nauseas na sua presença. E que por isso se afastem de você. Eu espero que vc esteja doente e sozinho. Que comece a falar consigo mesmo para não se sentir tão só. E que as dores emocionais doam tanto quanto as dores físicas. Eu te odeio.

uhrrúúú!!!

Acho que o Blogger parou com a palhaçada.
Finalmente vou poder voltar a postar normalmente.
Ufa!
Daqui a pouco eu volto.

domingo, junho 24, 2007

Merda!!

o Blogger comeu meu post de ontem! Que raiva! E o pior é que quando eu entro pela conta do blogger, aparece como se tivesse sido postado normalmente, e quando eu clico em visualizar blog, o post tá la, bem bonito. Mas quando eu entro normalmente aqui, como se fosse um leitor simplesmente, o último texto que aparece é o do dia dos namorados!! que raiva!! o que eu faço??

sábado, junho 23, 2007

Público!

Tenho pensado em tornar o blog público. Dizer o meu nome, me expor, me apresentar. Não sei... acho que não tem mais muito sentido esconder o que é meu, ou quem eu sou. Se esses rascunhos são o que sou, Que Seja! Que caiam as máscaras, que venham os tapas, se tiverem que vir. E, se é raso, que seja, se é tolo, que seja, mas que seja honesto, que seja o retrato do meu dentro.


Beijos pra torcida!!

terça-feira, junho 12, 2007

Eu te amo.


E ele é tão lindo que eu nem posso imaginar a vida sem ele...
Quando eu decidi vir para Doha, tive muito medo. Tive medo de estar dando um passo maior do que a perna, de que não fosse agüentar o tranco, de que aqui a vida fosse ser um inferno. E tive medo de estar fazendo tudo isso por uma pessoa que talvez não merecesse. Tive medo de chegar aqui e tudo ser tão ruim a ponto de eu pensar que ele não vale o sacrifício. Que não é essa a vida que eu quero viver, e que se ele quer viver só essa vida, então não serve para mim.
E então, quando eu cheguei, foi tudo ao contrário.
Eu adorei a cidade, o trabalho é uma delicia, e eu nasci pra viver essa vida, definitivamente. É isso mesmo que eu quero fazer quando crescer, e eu já estou fazendo – o que me faz pensar que talvez eu já tenha crescido. Tomara. Sempre quis me sentir adulta.
Mas o mais interessante disso tudo, dessa vinda para cá, dessas mudanças todas na minha rotina, é ele. Porque não importa o quanto tudo mude, o que eu tenho com ele não muda. Ou talvez até mude, mas para outras formas igualmente deliciosas.
Porque, apesar das minhas inseguranças, e de todas as coisas que eu questionei - e questiono ainda, muitas vezes - eu sei que ele é o melhor amigo, o parceiro de todas as horas. E eu sei que posso optar pela vida sem ele, mas não seria tão divertido.
Sei das enormes distâncias que inevitavelmente nos acompanharão por toda a vida. Sei da falta que faz o colo constante e diário, que não sei se um dia terei. Sei que faz falta a risada noturna, a mão que segura a minha mão no caminho de casa. Sei a falta que faz na hora de trocar o pneu, de montar a estante. E é claro que eu queria ter tudo isso. Porque o que eu tenho, durante a maior parte do ano, é muito abstrato. Eu tenho, quando muito, uma hora da voz dele, falhada, confusa, cheia de ecos no computador. Tenho – e só às vezes, apenas - sua imagem travada na tela. E é muito complicado para mim não fazer parte da sua rotina. É muito difícil não conhecer os seus amigos, os nomes tão familiares para ele não significarem absolutamente nada para mim. E é muito triste também que ele conheça tão pouco os meus amigos, e só saiba deles o que eu conto. Nós já não dividimos mais uma vida, uma rotina. Porque hoje, o único ponto de intersecção nas nossas vidas é o que sentimos um pelo outro.
E eu estava com medo de que isso já não fosse suficiente, estava com medo de que fosse pouco demais para nos manter unidos. Estava com medo de chegar em Doha e me dar conta disso, e estar completamente só nessa terra estrangeira.
Mas eu não tinha razão para ter medo. Porque eu, estando aqui, olho para ele e constato que vir foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado. Porque a cada vez que ele me abraça, como se fosse a pelúcia mais fofa do mundo, eu sei o que é me sentir amada, e o quanto isso é valioso. E é uma sensação singular a consciência de se estar feliz. E tem acontecido com uma freqüência assustadora. Normalmente, a gente só se dá conta de ter sido feliz quando a felicidade já passou. Não é o meu caso, agora. Tenho plena consciência do meu estado de felicidade, e muito embora eu saiba que ele não durará para sempre – porque é a condição humana, afinal – só o fato de o ter vivido já faz valer a pena eu estar aqui.
Porque eu dia eu vou me sentar na varanda da minha casa com meus netos e contar a eles que houve um tempo em que eu vivi no deserto e fui profundamente feliz.

segunda-feira, abril 30, 2007

Em tempo:

Como bem constatou a Lua:

I don’t think time is a good healer. I just feel it helps us get used to things. Absences and presences.

And I agree.

Lady Delirium.



Dos Perpétuos, ela é a mais jovem. É também a mais lúdica e, na minha opinião, a mais bonita. Gosto de imaginar sua voz, e o jeito como articula suas frases. Gosto de suas perguntas desconcertantes, que parecem sem sentido, mas que na verdade articulam um raciocínio fascinante. Ela tem um quê de doçura, uma meiguice capaz de conseguir tudo. Acho que Delírio é uma adorável fortaleza. She is no longer Delight, but she is still beautiful, with all those collours in her hair. Imagino que ela tenha as mãos pequenas, e que roa as unhas. Acho que Delírio é quem sabe das coisas, e bobos somos nós, com nosso parco conhecimento supostamente lúcido sobre tudo. Nós não sabemos nos transformar em milhares de borboletas quando estamos entediados.


-Whats the word for when you realize you've forgotten what it feels like to make love to someone you really loved a long time ago?'
-There isn't.
(Diálogo entre Delirium e Dream, em Vidas Breves, acho. Talvez Fábulas e Reflexões.)

I wish

CENSURADO!!!!!

sexta-feira, abril 27, 2007

Samirah.

A outra estava há tanto tempo amordaçada, enjaulada num canto escuro da minha vida, que já quase me esquecia de sua existência. Mas a uns dias atrás a mordaça se rasgou, e desde então ela tem urrado desesperadamente o meu nome. Grita pedindo que eu a solte, que eu a deixe sair. Mas não. Melhor não. Não preciso mais de todas as coisas que ela sabe, e que eu sei que me machucam. Não preciso mais dessa coisa pequena, que antes me parecia tanto, e que eu achava que ia me fazer tão feliz e não fez. Não preciso desses livros, desses textos, dessas rezas, desse lixo. Não preciso. Preciso do silêncio da minha casa, da voz dos meus amigos. Preciso das canções comuns, dos livros de estudo. Preciso de pensamentos comuns, amores comuns. Dos programas da TV, dos quebra-cabeças distraídos. Dos risos queridos e inalterados. Preciso da lucidez constante, da lucidez sempre presente, mesmo quando parece que não.
Enfim.
Fica quieta aí, e cala a boca.

sexta-feira, março 30, 2007

Mocinha.



Nunca fui uma pessoa prática. Sempre sonhadora, sempre querendo que a vida fosse um romance açucarado, bem leve. Só que a realidade insiste em desabar, bem pesada, na minha cabecinha doidivanas. E eu nunca me acostumo. A vida não é mesmo como as novelas das seis da tarde, nas quais o herói é sempre herói e o vilão é sempre vilão. Na vida real os personagens se misturam, se confundem, porque ninguém consegue ser perfeito cem por cento do tempo, mesmo. E eu não sei mais se sou mocinha ou se sou vilã.

quinta-feira, março 29, 2007

...

Benditas coisas que eu não sei
Os lugares onde não fui
Os gostos que não provei
Meus verdes ainda não maduros
Os espaços que ainda procuro
Os amores que eu nunca encontrei
Benditas coisas que não sejam benditas

é desse jeito!

O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver
Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu
O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu

quarta-feira, março 28, 2007

A Minha Casa

A minha casa é bem pequenininha. Quarto, sala, banheiro, cozinha. Tem um sofá laranja, um quadro na parede, e muitos livros. Tem outras coisas também, mas eu gosto mesmo é do quadro, que veio lá de longe, e é bem pequinininho e bem lindo. Igual à minha casa. Tem sempre chocolate e patê de atum na minha casa, e a cama está sempre bagunçada. Tem um monte de bichinhos de pelúcia, arrumadinhos na prateleira em cima da cama. O banheiro tem box de vidro e vários tipos de sabonete líquido, que eu adoro sabonete líquido. Tem muito hidratante, também. Adoro hidratante. Antes eu não gostava, minha mãe usa hidratante demais. Agora tô ficando igual a ela, toda melecada de hidratante de noite, antes de dormir. Eu durmo sempre sozinha, porque eu moro sozinha e o dono do meu querer mora num longe ainda mais longe do que o longe de onde veio o meu quadro pequenininho. A minha casa tem o tamanho perfeito para mim, para meu porte pequeno, meus pequenos sonhos, minhas pequenezas.

terça-feira, março 27, 2007

Seu aniversário.

Hoje é seu aniversário, e eu não falei com você. Hoje, você tem 24 anos.
Espero que esteja bem, que esteja feliz, que goste da cidade nova, e que esteja confiante de que fez as escolhas certas.
Espero que tenha me perdoado, e que tenha se perdoado também.
Sempre me lembro do seu aniversário, porque é junto com o do Renato. Nunca passamos juntos o seu aniversário, e agora acho que nunca passaremos. Nunca estivemos tão distantes, na verdade. É estranho que a tanto tempo não nos falemos, e que você ainda faça tanta falta. Tem uma parte de mim que é só sua. E tem uma parte sua que é só minha. Você sabe. Você não foi o meu maior amor, mas seguramente foi especial. Sinto falta de não ter que explicar o que penso, e como penso. Sinto falta do jeito que você olhava - olhos de cão devorador. Às vezes ainda me pego pensando nas nossas últimas brigas, no conto da Cartomante. Tão dolorido tudo aquilo. Ainda dói. Você era um dos maiores amigos, como é que a gente pôde se ferir tanto? meus olhos ainda enchem d'água quando lembro. Tanta mágoa que veio depois, tanta deslealdade.. e ainda assim, não consigo ter raiva. tenho saudades, só. E um pouco de mágoa guardada por não ter entendido porque você fez tudo aquilo. Logo você, que eu entendia tão bem... Talvez a gente fosse igual em coisa demais, ou fosse diferente em coisa demais, não sei. Sinto falta de rir junto, ler poema junto, da sua cachorra latindo na porta do quarto. Às vezes queria que ainda fosse julho, que você ainda estivesse estudando cinema, e eu ainda estivesse no segundo semestre. Não para impedir tudo o que aconteceu depois, mas para aproveitar melhor o que ainda estava acontecendo. Não sei se seria melhor se tivesse sido diferente. Não sei se mudaria o rumo das coisas, se tivesse a chance. Não sei se a gente seria mais feliz estando juntos hoje. Mas sinto falta daquele tempo. Se eu tivesse que escolher um mês só para mim, um mês de minha predileção, seria julho. Sempre acontecem coisa boas em julho. A gente foi tão feliz em julho, e vieram outros julhos muito bons também, depois. Mas agora é março, e março nunca é um mês muito legal.
Feliz aniversário pra você, meu querido.

...

"Talvez o inferno seja um lugar. Mas ninguém precisa ficar para sempre em lugar nenhum."
Acho que, para mim, o inferno era a casa da minha infância. Com seus fantasmas, seus ruídos, suas energias, suas lembranças e tudo o que me fazia tão mal. Demorou para ter coragem, mas eu saí de lá. Onde é o seu inferno? O quanto mais você ainda vai ter que agüentar antes de ter coragem de ir embora?

quarta-feira, março 14, 2007

Algum lugar na Terra, hoje.

Concurso de Beleza organizado durante a guerra.
Na faixa, lê-se: "Não deixem que eles nos matem"
Sarayevo, 1995.
Urubu esperando a criança morrer. Sudão, 1994

Crianças da Juventude Ku Klux Klan, 2006

Alguém me explica o que está acontecendo no mundo?

Por que diabos as pessoas continuam fingindo que nada disso está acontecendo?


Ruanda, 1997

terça-feira, março 13, 2007

Os Gritos

Houve um tempo na minha vida em que eu achava que escrevia muito bem. Bom, este tempo passou. Hoje, eu continuo escrevendo muito mais para não desabar do que por acreditar que tenho algo de novo a dizer. Não tenho um texto de vanguarda, não sou capaz de grandes metáforas e minhas análises são tão profundas quanto um prato de sopa. Na verdade, minha relação com este blog é bastante confusa. Eu gosto dele, mas o acho perfeitamente dispensável. Ninguém faz muita questão de acompanhar minhas elucubrações solitárias.

And still, I keep writting. Why?

Por que divulgar na internet trechos de livros que todo mundo conhece, músicas que todo mundo ouve? Se um blog é na verdade uma coisa assim tão pessoal, por que lançá-lo no maior canal público do mundo? Por que não manter um singelo diário com cadeado em forma de coração, escondido no fundo da gaveta de calcinhas, como provavelmente nossas avós faziam? Simples, meu caro Watson... O que a gente quer, mesmo mesmo mesmo, é estar presente no mundo. A gente quer gritar do que a gente gosta, o que a gente sente, o que nos agrada ou irrita, que é pra ver se alguém repara. Quer é dar sinais ao mundo de que a gente existe, quer urrar desesperadamente que a gente não é só mais um no meio da massa. Porque a gente quer acreditar, a gente precisa acreditar, que há algo que nos é inerente e único, e que nos torna especiais, mesmo que talvez na verdade não haja.

Todo mundo quer se sentir diferente, quer fazer a diferença, só que o problema é que ninguém tá nem aí pra ninguém, se tá feliz ou triste, se é inteligente ou burro. Então a gente vai ficando assim, cada vez mais carente e cada vez mais rouco de tanto gritar o próprio nome, os próprios feitos. E como todo mundo grita ao mesmo tempo, ninguém ouve ninguém. As pessoas vão se isolando nesse universo de sons e vozes misturadas e ininteligíveis, e se perguntando atônitas porque é que, afinal, a sua voz não soa mais alta que as dos demais.

Um blog é uma garganta, e cada post é um grito: "REPARE EM MIM. EU SOU INTERESSANTE". Muitas vezes nem nos damos conta da quantidade de coisas que fazemos/dizemos/escrevemos simplesmente porque precisamos ser notados.E é justamente por isso que o mundo bloguístico é tão fascinante: sempre há possibilidade – remota, porém concreta – de alguém por acaso descobrir o seu blog e o achar interessante. De alguém que você nunca viu na vida reparar em você. E, pra esse alguém, você fazer diferença.

quinta-feira, março 08, 2007

o tamanho da minha megalomania

só para constar, o vaso ming da foto do post abaixo foi arrematado num leilão em maio do ano passado - pela módica quantia de 8 milhões de euros.
nem precisava, mas eu fiz a conta: oito milhões de euros equivalem hoje a 22 milhões e 132 mil reais, aproximadamente...

2037

O meu amor foi embora e (só deixou para mim um bilhetinho todo azul, com seus garranchos) . Isso significa que não tem ninguém mais na minha casa para me (encher o saco) fazer carinhos, cafunés e derivados românticos. Muito triste. E eu nem sei quando vou vê-lo de novo. Definitivamente, muito triste. Eu não tenho dinheiro para ficar pagando massagista toda semana, não... Um saco isso de ser pobre. Eu nasci para ser madama, meus caros, ma-da-ma. Esse negócio de Achan é temporário. Muito temporário. Quero ver se em 2037 eu ainda vou estar nessa vida. Quero só ver. Em 2037 o homi não irá mais embora, eu não serei mais uma (mulé largada) pobre coitada e nós nadaremos em rios de dinheiro. Em 2037 eu terei um Dalí original, oito cachorros, um par de jarros da dinastia Ming, uma banheira de hidromassagem, um jogo de malas victor hugo, um i-phone de última geração, uma passaporte civil com visto para 37 países (só viagem a passeio!) e um manuscrito do García Márquez. Além, é claro, do biombo indiano do século XVI e da cama conceito "my bed" (se não conhecem, procurem!!). Tudo isso em 2040. Ai, ai...

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Um pedaço de Tabacaria



"Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos, invoco
a mim mesmo e não encontro nada."


Neruda

Me gustas cuando callas
porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado y parece
que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza: déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio claro como
una lámpara, simple como un anillo.

Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.

back

Então. I'm back, with bad news. Saiu o resultado da primeira fase do Rio Branco, e eu não passei.
Tô na fossa.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

terça-feira, dezembro 05, 2006

sexta-feira, novembro 24, 2006

O Meu Amor

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
(...)
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa
(...)

Chico Buarque


ai, ai... saudades do Drão.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Alegria de Pobre

Alegria de pobre dura pouco mesmo... o governo pagou os retroativos semana passada, e eu já to pobre tudo de novo. Dógra, viu. Saco, nunca ganho. Agora é esperar que eles me paguem as diárias do Rio e que, pelo menos estas, eu consiga economizar.

Eu não sabia que o carro tem que fazer uma tal de "revisão". E eu definitivamente não sabia que essa tal de revisão era tããooo cara. Mas, verdade seja dita, o Juraílso tá precisando mesmo de uma güaribada... Também, depois de tantas pancadas, é natural, né.. Ainda bem que o namorido vai, as always, ajudar, porque os retroativos foram todos para pagar uma fatura que a Claro resolveu me mandar bem assim, no dia VINTE do mês (não sem antes, é Claro - como o próprio nome diz - bloquear meu telefone).

Parece de propósito, -hunf.

Mas a parte boa da coisa toda é que daqui a 25 dias o queridinho estará de volta, e o tempo está voaaaaannndo, o que é ótimo para quem está quase morta de tanta saudade como eu...

terça-feira, novembro 14, 2006

A Costa do Sauípe, as Emas e outras notícias


Então... tá tudo tão corrido que eu nem tenho tido tempo de postar, mas enfim. Tâmo na área.
Eu fui para o Rio no começo do mês passado a trabalho e até hoje o governo não me pagou as diárias, como também não pagou os retroativos a que tenho direito e que deveriam ter sido pagos na sexta-feira. Odeio tomar cano do governo federal. Pelo menos eu tava no Rio, que é, afinal de contas, o Rio. (*eu sou pobre, pobre, pobre, do merré, merré merré*)
Finalmente eu resolvi levar a sério essa joça de passar no Rio Branco e estou estudando de verdade, bem bonitinha, que 2008 ta aí. (2007 só se todos os anjos e santos do céu resolverem implorar em uníssono ao bom Senhor Deus, amém.) Mas o que importa é que pelo menos dessa vez eu tô fazendo a minha parte, o que é meio caminho andado.
O namorado tá tão fofo, se comportando tão direitinho, vocês precisam ver. Tá uma gracinha. Em janeiro a gente vai viajar para a Costa do Sauípe (*risinho MUITO feliz*), mas o mais legal de tudo é que dia 16 de Dezembro ele já chega ao Brasil (*fogos de artifício ao fundo, trilha sonora romântica*). Vai ser tãããõooo lindo! Tô com tantas saudades dele, vocês sabem.
Eu tenho me sentido bem mais alegrinha ultimamente (o terapeuta é um milagreiro!!), acho que porque eu tô ganhando mais confiança que vai ficar tudo bem entre eu e o Drão. Eu ainda tenho a insônia, mas as tristezas do nada são cada vez mais raras. E também aquela neura de não querer descer do carro tá passando.
O trabalho tá cada vez mais infernal, tenho saído muito depois do horário, mas acredito que seja o fenômeno "fim de ano", e que quando eu voltar de férias tudo esteja mais calminho novamente.
Bem, por hoje é só pessoal!!

P.s.: Eu queria deixar um agradecimento especial para as Emas, porque desde julho elas têm sido verdadeiros anjos da guarda para mim. Love you all, girls.

terça-feira, outubro 31, 2006

Sim, eu sei.


Sim, eu sei que o blog está desatualizado. Sim eu sei que tem um monte de novidades que eu preciso postar. A questão é: tô meio sem tempo. Então, meus caros, assim que der eu posto texto novo. Ah... to cansada da cara desse blog... acho que vou mudar.. por uma coisa mais rosa (!!!) quem sabe... Tô na dúvida.
P.s.1: Sim, é verdade. O Rio de Janeiro continua lindo.
P.s.2: o terapeuta vai bem, obrigada. A paciente também vai bem. hehe.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Seus olhos.


Esta noite, depois de tantas insones e vazias, sonhei com você. Sonhei com seu corpo dentro do meu corpo, e com seus olhos dentro dos meus olhos. Você me olhava com força, com fome, com olhos de quem não olha há muito tempo. Não havia água nos seus olhos. Estavam secos e vidrados, talvez endurecidos por tudo que temos passado no mundo de quando estamos acordados.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Cinza.


Tudo parece estar bem, mas eu não consigo sentir que tudo está bem... continuo com a sensação de perda, de derrota... não consigo explicar o que eu sinto... continuo com a tensão constante me apertando o peito e o estômago... aquela sensação de gelo na barriga. Não consigo ficar bem comigo mesma. Me sinto triste sem motivo. Fui ao terapeuta, mas não me sinto aliviada... quem sabe com o passar do tempo isso melhore. Não quero contar ao namorado, porque ele tem os problemas dele, não quero preocupá-lo ainda mais. Tento parecer o melhor possível quando falo com ele. Sei que tudo está por um fio, e eu não quero arriscar mais nada. Quero ficar bem, e é um esforço diário. Acho que estou perdendo a batalha. É tão ruim.. não tenho vontade de nada, não tenho vontade de fazer as coisas que gosto.. Nem massagem, nem cinema, nem comer, nem fuçar, nem rir, nem nada. Quero ficar quieta, e fico quieta a maior parte do tempo. Eu, no meu canto, firme no projeto de me encolher até sumir. Pela primeira vez acho que fico feliz pelo fato do namorado não se interessar em ler este blog. Melhor assim. E também pela primeira vez sinto falta da pessoa engraçada que os outros costumavam enxergar em mim.. eu me sinto chata, cansativa, deprimente e insuportável. Eu não quereria ficar em minha companhia, se me fosse dado escolher.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Sobre o Sol.


O sol voltou a brilhar na casa invisível. Sob a luz, tudo fica mais bonito, mais brilhante... e eu, bem... eu fico mais feliz! Vida longa à claridade!!!

segunda-feira, setembro 18, 2006

Tem dias


Tem dias que tudo é fácil e colorido, e eu penso que poderia passar o resto da vida sem você, e ser muito feliz.
Tem dias em que tudo é normal e em tons pastel, e eu penso que poderia passar o resto da vida sem você ser ser infeliz.
Tem dias em que tudo é dificil e cinza, e eu penso que nunca conseguiria passar o resto da vida sem você, e seria muito infeliz.
Tem dias que eu penso que com o passar do tempo você se tornará apenas mais um, entre aqueles que passaram pela minha vida. E tem dias que eu penso que depois de você, os outros serão só "os outros".
Eu te amo e te odeio por você ter sempre sido tão bacana, tão protetor. Eu até posso ser muito dependente, mas a culpa é tão sua quanto minha... enfim.. não há mesmo propósito em ficar procurando culpados depois que tudo acabou. Acabou por minha culpa. Por sua culpa também. Nunca te senti tão distante... você verdadeiramente está longe, muito longe... e é péssimo sentir isso. Tenho a impressão de que você não sente a minha falta, você não parece sentir a minha falta. Você parece estar muito bem, na verdade. Não sei se devo confiar nas aparências, afinal você aparentava estar muito feliz comigo, quando não estava.
Não te conheço mais. O que é que está acontecendo, afinal?
Hoje o dia está cinza. Cor de chumbo. E está pesando tanto quanto chumbo a ausência do seu querer. Porque não consigo entender ou concordar com você?? porque meu equilíbrio anda oscilando tanto? e nenhum suporte é o bastante... Você faz falta demais, demais...e eu me sinto perdida.
Será que eu sempre fui um peso para você?
Será que desde o começo você já pensava em me deixar?
Será que você sempre esteve comigo por pena, e não por amor?
Será que é mesmo tudo culpa minha?
Será mesmo que tudo isso vale a pena?
não sei... não sei...

domingo, setembro 17, 2006

Difícil

Há vários dias tento escrever sobre os acontecimentos recentes e não consigo. Choro. Choro sozinha em casa, ou na companhia das pessoas mais proximas. Choro, mas não consigo falar. Os amigos mais distantes, que nunca me vêem chorar, e os conhecidos que por alguma razão acabaram sabendo do que está acontecendo não param de dizer: " -Nossa, você me surpreendeu. Você está tão bem!! Eu pensava que se um dia isso acontecesse você iria se acabar, iria para o fundo do poço na hora!" Me irrita profundamente que as pessoas tivessem essa imagem de mim, de ser tão dependente assim dele. Me irrita profundamente saber que também ele pensava isso em certa medida, e que já chegou a dizer que a minha vida não podia ser um satélite da dele. Eu odiava a pretensão dele de achar isso, mas nunca consegui convencê-lo do contrário. Eu o amo imensamente, mas a minha vida vida NUNCA foi um satélite da dele. Estou triste, muito triste com a situação atual, mas nunca pensei que não pudesse viver sem ele. Acredito, sim, que dificilmente encontraria outra pessoa com que tivesse tantas afinidades intelectuais e que ao mesmo tempo me fosse tão sexy. Mas é certo que conseguiria ser feliz com outra pessoa que não ele. Eu espero sinceramente que ele em breve ouça "boys don't cry" do The Cure e pense em mim. Que seja uma tradução literal dos sentimentos dele. Pra que ele veja o quanto se enganou a meu respeito e o tamanho da besteira que está fazendo. Por mais que eu o ame e queira passar o resto da vida com ele, às vezes penso que o que ele está fazendo nesse momento está ferindo de morte o que a gente poderia construir juntos. Penso que talvez eu nunca consiga perdoá-lo por ter me deixado só agora. Por ter me dito para confiar nele, confiar nos seus planos e, quando as coisas deram errado, ter feito o que parecia mais fácil, que era terminar comigo. Por usar essa justificativa fajuta de que vai ser melhor assim, que vai ter menos sofrimento. Tudo mentira. Tudo argumento vazio. Tenho certeza que nem ele acredita nisso. Ele está fazendo isso por covardia, porque é fraco, porque tem medo. Porque não consegue lidar com o fato de ter calculado errado, e não quer ninguém por perto que possa fazê-lo se lembrar disso. Está terminando comigo por ORGULHO. Às vezes tenho pena, as vezes tenho ódio. O homem pelo qual me apaixonei não se parece nem um pouco com esse com o qual eu tenho conversado. Se aquele era uma farsa e este seja o verdadeiro ele, então realmente é melhor que a gente se separe mesmo. Mas eu não acredito nisso. Não acredito mesmo. Não posso ter comprado uma farsa por oito anos. Ninguém é tão cego assim. Para mim, nesse momento ele está surtando, e em breve deixará de ser esse idiota qua fala palavras cruéis e vazias só para me magoar, que é estúpido por querer, que faz questão de me fazer mal agora só para astutamente dizer que já me fazia mal antes, e que por isso é realmente melhor que a gente termine - e voltará a ser o cara fantástico pelo qual me apaixonei. Eu queria muito que isso acontecesse antes que fosse tarde demais. Mas às vezes o tempo passa depressa. Muito depressa.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Relembrar a música tema do blog!

tente outra coisa
tente ver as coisas de um modo diferente
tente outra cor
e se não for amor
outro tipo de gente
tente ver além
do que você já tem à sua frente

tente um mundo novo
uma nova era
tudo pode estar te esperando
tudo pode estar
onde menos se espera

tente a todo instante
só o que manda o instinto
tente refrigerante
vinho branco e vinho tinto
tente ser Brasil
de um povo Heróico
um brado retumbante

tente o mundo todo
tente todo mundo
ninguém vai ficar te esperando
tudo pode estar
onde menos se espera

tente outra coisa
tente ver as coisas de um modo diferente
por cima do muro
por baixo dos panos
tente outra vez
o que você já fez de um modo diferente

tente um mundo novo
uma nova era
tudo pode mudar
tudo pode estar
onde menos se espera

tudo pode mudar
tudo pode estar
onde menos se espera

tudo pode mudar
tudo pode pintar
de quem menos se espera

numa noite de inverno
tarde de outono
ou manhã de primavera

tudo pode virar
pode ser verão
quando menos se espera...

(Onde menos se espera - H G)

sexta-feira, setembro 01, 2006

Sobre a verdade.


"No hay verdades absolutas , todas las verdades son medias verdades .El mal surge de quererlas tratar como verdades absolutas. "
Alfred North Whitehead

segunda-feira, agosto 21, 2006

Sobre os sonhos..

"Eu agarrei meus sonhos com tanta força e avidez que os vi frágeis se esfacelando na minha frente" (Hilda Hist)

terça-feira, agosto 15, 2006

O melhor presente!


É, meus amigos, com esse não dá para competir. Último fim de semana ganhei de aniversário o direito de conhecer o Humberto Gessinger (sim, ele mesmo, o mais lindo de todos os tempos. Mais lindo que o Ballack.) , bater fotos, dar beijinho, conversar. E foi indescritivelmente MASSA. Nem consigo contar direito como foi, mas foi lindo. Só posso dizer que ele é graaande, enorme. E, eternizando a frase que virou piada interna " Ele parece um Hooligan inglês, e rosa! ", devo dizer que, de fato, ele é verdadeiramente rosa. Como um porquinho, mas daqueles bonitinhos, rosinhas... e que olhos, meu deus, que olhos. Pena que quem me chamou para ir beber depois do show foi o Pedro Augusto, o tecladista, que apesar de bonitinho, não é o Humberto, então não é suficientemente bom para merecer minha companhia!! (brincadeirinha, gente, brincadeirinha!!) Mas, enfim, tudo o que importa é que eu conheci o homem mais completo de todos os tempos (quesitos considerados: beleza + inteligência + simpatia + espirituosidade + músicalidade + cheiro), e esse foi o presente mais legal que eu já ganhei!!

sexta-feira, agosto 11, 2006

Inferno astral é uma merda


Amiga minha disse que tá tudo dando errado porque eu tô no meu inferno astral. Aí eu pensei: "Será?" bixo, inferno astral é uma merda... a única vantagem é que acaba no dia do seu aniversário, wich means quinta-feira. Eu só quero que o mês acabe bem rápido para eu receber meu salário de novo, porque o desse mês já se foi, e é péssimo ficar dependendo do bolso alheio - mesmo que o dono do bolso nunca reclame de nada...

quarta-feira, agosto 09, 2006

Notícias não tão frescas assim

Tem tanta coisa acontecendo e eu ando com tão pouco saco pra contar, mas enfim. Vamos aos fatos:
- Agora eu tenho uma casinha de verdade, linda, só minha!
- Eu vou oficialmente para o inferno, porque xinguei uma freira e isso Deus não há de perdoar.
- Meu antigo setor delicadamente pediu que eu fosse para a pqp, e por isso agora eu trabalho (e não é que tem mesmo trabalho?!!!) no Departamento Cultural, que é muito mais legal e tem muito mais a ver comigo. (Fora a mulher que não cala a boca um segundo e que me enerva profundamente.)
- Estou gastando o dinheiro que tenho e o que não tenho num tratamento dentário elaborado pelo demônio em pessoa, porque não tem outra explicação para alguém sofrer na mão de um dentista que, eu tenho certeza, é sádico. É por isso que eu odeio essa categoria de indivíduos que ganham dinheiro com o sofrimento alheio. É desumano, minha gente, é desumano.
- Ontem a noite a bateria do carro arriou e eu tive que gastar mais 150 reais com essa palhaçada. (fora que o mecânico me achou com cara de terapeuta e desfiou a vida dele inteirinha para mim. Ainda bem que eu não estava sozinha!) Isso só acontece quando eu já gastei todo o meu salário no dentista antes do dia 10. Acordei o namorido de madrugada para chorar todas as minhas pitangas por telefone e deixá-lo bastante preocupado, que é só isso mesmo que eu sei fazer. Está tudo dando errado, e em seqüência. Deve ser um sinal dos céus, mas não consigo entender sobre o quê.
- Além de tudo eu consegui a proeza de (depois de trocar a bateria do carro e chorar com namorido no telefone) ir encontrar uns amigos no café da rua oito e não gastar um puto. Nem refrigerante eu bebi. Preciso economizar. Mas foi divertidíssimo mesmo assim, então tá valendo.
- Fim de semana que vem tem o dia dos pais e eu não faço idéia do que dar para o Jojô, que é um homem muito difícil de se agradar justamente porque não faz questão de nada.
- Ainda por cima na outra quinta feira eu vou ser uma mulher de 24 anos que ainda tem um emprego de nível médio, o que é muito muito deprimente (poderia ser pior: já pensou se eu ainda estivesse na Telecão?). Pelo menos eu vou chutar o balde coletivamente, comendo doce até morrer com as minhas amiguinhas mais estranhas, digo, legais. (adoro vocês!!)
- Ai, cansei de contar essas coisas tristes. Depois eu falo mais. Acho que por hoje é só, pessoal!

quinta-feira, julho 13, 2006

Como a Helen é má!


Como você é má, Helen... isso não se faz...
isso Nãããõoo se faz...

terça-feira, julho 11, 2006

Atendendo a pedidos!


Ai, ai... Saudades da Copa...
Minha amiga Helen tem razão: esta foi a melhor copa da minha vida...

terça-feira, julho 04, 2006

sobre a Copa.

Puta que pariu.
que merda.
Tô brava.
A Inglaterra foi desclassificada e eu não vou mais ver o Beckham. Muito ódio no coração.
(Quanto ao Brasil: BEM FEITO. -hunf)
não tô conseguindo carregar a foto dele... aguardem..

domingo, junho 25, 2006

O que acontece?

O que acontece quando se deixa de gostar do que sempre se amou? Quando simplesmente se detesta as novas músicas da banda que sempre gostou? Quando o suposto gênio se torna um pedante aos seus olhos? Quando se descobre que o comentarista que você tanto admira é na verdade plagiador de um filósofo que você não suporta? Quando você se dá conta que a sua cor favorita não é de fato sua cor favorita? ...
I miss my sister.

domingo, junho 18, 2006

lições do século XVI


" ... 'A magestade de Deus distribuiu o Espiríto Santo para todos: cristãos, heréticos, turcos, judeus, e tem a mesma consideração por todos, e de algum modo todos se salvarão' - acabou numa explosão violenta contra os juízes e sua soberba doutrinal: 'E vocês, padres e frades, querem saber mais do que Deus; são como o demônio, querem passar por deuses na terra, saber tanto quanto Deus da mesma maneira que o Demônio. Quem pensa que sabe muito é quem nada sabe'..."
(Menocchio - moleiro do séc XVI perseguido pela inquisição por suas idéias cosmogônicas - durante o julgamento que acabou culminando em sua condenação à fogueira.)
- O Queijo e os Vermes.

quinta-feira, junho 15, 2006

Agora eu vou falar

Eu estive pensando sobre essa coisa toda da criminalidade geral, do Congresso sendo depredado, São Paulo parada, mensalão impune, o tráfico engolindo as crianças no Rio... e me deu uma vontade imensa de gritar, que é pra ver se alguém acorda, se alguém se dá conta do absurdo dessa situação.

Porque tem muito mais gente de bem nesse país do que bandido. E se as coisas estão do jeito que estão, é por OMISSÃO das pessoas de bem. Nós, os honestos, os trabalhadores, somos a maioria. E NÓS estamos nos acuando diante dessa minoria, que até pode ser perversa e audaciosa, mas que só tem em nosso país o espaço que damos a ela. A criminalidade – em todos os seus aspectos, na rua e na política – cresce à exata medida em que “deixamos barato”, em que “deixamos passar”, em que achamos que “o negócio é votar no menos pior, porque todo político é ladrão mesmo”, que “não compensa prestar queixa”, que “o importante é que ninguém saiu ferido do assalto”. Enquanto a gente vai se acostumando ao crime, o crime vai se acostumando ao poder, e fica cada vez mais difícil consertar as coisas. Enquanto a nossa revolta durar apenas o tempo do noticiário nada mudará. Indignação resignada de nada serve, porque não é força motivadora, não provoca mudança. A gente tem se calado diante de coisa demais. Nenhum de nós se sente representado pelos políticos que elegemos, mas simplesmente continuamos a elegê-los porque julgamos não ter outras escolhas.

Talvez a verdade seja que nós temos preguiça de fazer a nossa parte, e acabamos sempre esperando que outro a faça, e acaba que ninguém faz nada. E como ninguém faz nada, a gente prefere se acostumar a uma situação cada vez pior a ter que ter o trabalho de fazer o que nós comodamente julgamos ser obrigação de outro.

E isso me lembra uma propaganda que circulou em um canal de TV a alguns anos atrás, que dizia que “a culpa pode até não ser sua, mas a responsabilidade é.”

P.s.: Um país para o qual a Copa do Mundo é um evento mais importante que as eleições presidenciais só poderia ser o que é, mesmo: um bando de pentacampeões famintos e pessimamente governados.
I hope you know what you're doing.

sábado, junho 10, 2006

O Teatro dos Sonhos 1

Eu dormia.
E quando acordei, você estava ao meu lado.
Eu te olhava com mil interrogações.
Mas você me abraçava apenas
e dizia que tinha voltado.

sexta-feira, junho 09, 2006

Noturno


Existe em mim algo de secreto e bizarro
Que é só meu.
Que nem minha aparência supostamente lúcida
Sabe o que é.
Uma coisa latente e sombria.
Amarga.
Dolorosa como memórias
Afiada como facas
E só minha minha.

quarta-feira, junho 07, 2006

Enquanto uns ofendem, outros galanteiam


Namorido - que está do lado de lá do planeta - me disse que sou retrógrada e que tenho mentalidade do séc XIX. O que aliás é muito engraçado, porque eu sempre fui tida como a moderninha enquanto ele era o ultra-conservador xiita. Mas a vida é assim mesmo, as pessoas mudam de opinião conforme lhes é conveniente. O careta pode virar o ícone do engajamento num passe de mágica, de acordo com o gosto do freguês. E, de acordo com o freguês, a minha mentalidade regrediu até o sec XIX.
No mesmo dia, no lado de cá do planeta, amigo meu me disse que eu estou muito perto de ser irresistível, se já não o for.
Assim é a vida.

terça-feira, junho 06, 2006

Nota sobre o Orkut!

Queridos amigos,

É com grande pesar que comunico que desde o dia 01 de junho os acessos ao Orkut, webmessenger e messenger foram bloqueados pelo MRE. Por esta razão, demorarei um pouco mais a responder aos scraps que eventualmente me mandem, visto que não tenho computador em minha residência.
Certa de que não haverá posteriores reclamações,
drinha.
(adoro fingir que sou formal! hehehe)

segunda-feira, junho 05, 2006

Eu Mereço

Eu mereço namorada de ex me olhando com cara feia porque o dito cujo me encontrou na rua e resolveu me cumprimentar. Eu mereço, viu, eu mereço. Vá fazer cara feia para a senhora sua avó. Mal-educada.
-hunf.

Poizé

Então. Depois de um mês na companhia do digníssimo namorido, estamos de volta ao mundo real. E no mundo real o blog faz muuuuuiiita. Porque o blog é de graça e terapia custa caro!! E meus queridos, acreditem, eu PRECISO de terapia. URGENTEMENTE, please... (hugo, aquela sua amiga psicóloga não atende "pro bono" não??).. Pois é... Minha mãe continua firme em seu projeto de me enlouquecer, e agora ela dispõe de novos mecanismos (!!) . Roubaram os bichinhos habitavam o interior do meu carro, e eu fiquei profundamente abalada com isso (aposto que nesse momento tem uma criança melequenta com a mão toda suja de baba de balinha freegells apertando o Supla. Ódio. Muito ódio no coração). Agora tem outros bichinhos morando lá, mas eu não gosto nem um pouco deles. Não são carismáticos (tô falando que preciso de terapia). Meu aumento continua sem ser votado porque tem uma Medida Provisória trancando a Pauta. Ô inferno, viu... E o povo lá na terrinha continua achando que tem muito glamour trabalhar no merré. Eu é que sei. Murphy continua atuando implacavelmente sobre minha vida, mas isso é assunto para outros posts...
; . )